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Beleza além do tamanho

Quem sempre conviveu ou convive com alguns quilos a mais está acostumado a ouvir diversos comentários referentes ao seu corpo: gordinha, cheinha, você tem um rosto tão bonito… e por aí vai. A maioria evita dizer “gorda”, talvez por considerar a palavra ofensiva. “Hoje, no entanto, existe um movimento de aceitação no Brasil e no mundo”, diz Priscilla Guedes, consultora de imagem e influenciadora digital plus size. “Cada mulher é o que é. Assim como existem magras, altas e baixas, ser maior não é um defeito”.

A mudança não se refere apenas ao comportamento, mas ao mercado da moda, que até alguns anos separava os modelos de roupas plus size dos demais. “Hoje isso acabou, a mesma peça 36 pode ser encontrada no 46 ou 48, embora existam fabricantes especializados nesse tipo de numeração”, afirma Priscilla.

É o caso da M&A Malhas, que começou a investir em tamanhos plus size a partir de 2009. “De início a produção correspondia a 15% do meu negócio, hoje representa 90%”, conta Mayro Soares de Souza, proprietário da marca e um dos expositores da Feira da Moda Inverno – FEIMI.

O fabricante conta que enxergou uma oportunidade à época, porque havia uma demanda por roupas maiores e quase ninguém atendia o desejo desse público. “Além de haver pouca oferta, a maioria tinha um perfil para senhoras. Hoje produz-se moda jovem, que segue as principais tendências mundiais”.

Segundo Priscilla, malhas em retilínea com texturas mais pesadas, por exemplo, como as encontradas na FEIMI, são ideais porque modelam o corpo. Outra dica da consultora são as sobreposições como os casacos abaixo do quadril. “Eles são perfeitos, pois além de muito elegantes alongam e valorizam a silhueta.”